11 set 2018
Pinturas Rupestres

A Arte Rupestre

Arte rupestre, pintura rupestre ou gravura rupestre é a denominação das criações artísticas pré-históricas, normalmente de Eras pré-históricas do Paleolítico Superior 40.000 a.C., mas também daquelas europeias ou pré-colombianas (até 8 mil anos). De todo modo, essas imagens podem ser encontradas por todos os continentes e provavelmente surgiram após o aparecimento objetos artísticos móveis, como utensílios e esculturas em pedra, osso, chifres, etc.

Pintura Rupestre na Argélia, África

A idade exata das imagens ainda é um mistério, haja vista que apenas 5% delas são datadas com precisão. A datação por carbono, o método mais comum, pode levar a erros se a amostra for contaminada; as explicações para essas criações também não são consensuais.

Todavia, afirmam que ao menos à 30 ou 40 mil anos possuímos a capacidade intelectual e artística para criar símbolos e isso permite o conhecimento dos hábitos e da cultura dos povos da antiguidade pelos pesquisadores modernos.

Principais Características

As pinturas rupestres apresentam características singulares como as temáticas, técnicas e materiais empregados.

Algumas Distinções Sobre a Arte Rupestre

Essas expressões (artísticas ou religiosas) dividem-se em gravuras, ou seja, aquelas que são gravadas em baixo relevo nas rochas, e pinturas, gravadas na superfície lisa da rocha. Ademais, é preciso distinguir a “arte rupestre” da “arte parietal”, uma vez que a rupestre se encontra ao ar livre e a parietal no interior das grutas e das cavernas.

Em comum, elas possuem a técnica empregada (gravura ou pintura) e a temática, a qual está relacionada, via de regra, com a caça e o cotidiano, apresentando, algumas vezes, motivos abstratos; por outro lado, existe a hipótese dessas imagens possuírem cunho ritualístico ou mágico, no qual pintar seria um “rito propiciatório” para garantir o êxito do caçador.

Materiais Utilizados na Pintura Rupestre

Os pigmentos utilizados são materiais facilmente encontrados na natureza, como argilas e minerais ou carvão triturados, misturados aos aglutinantes para dar viscosidade e fixar o pigmento; para esse fim, se utilizava clara de ovo, sangue, excrementos (principalmente de morcegos), gordura animal, bem como ceras e resinas vegetais.

Técnicas e Temáticas da Arte Rupestre

A técnica utilizada para realizar essas expressões, vão desde simples linhas abstratas e representativas, até a elaborada técnica claro-escuro e pinturas policrômicas. De modo geral, retratam animais, sobretudo bisões, cavalos, cervos, mas também é possível encontrar imagens do cotidiano, com cenas de caça, dança, luta e sexo. Algumas vezes mãos humanas e motivos abstratos, como espirais e linhas podem ser encontrados.

Arte Rupestre no Brasil e no Mundo

As pinturas da caverna de Altamira, na Espanha, foram as primeiras a serem apresentadas ao mundo oficialmente cerca de 150 anos atrás. Após esta, outras surgiram em todo o globo; porém, as mais preservadas e estudadas localizam-se na França e no norte da Espanha, em Portugal, na Itália, na Alemanha, nos Balcãs, no norte mediterrâneo da África, na Austrália e na Sibéria.

Pinturas Rupestres Parietais no Brasil

Locais no Brasil onde foram encontradas algumas pinturas rupestres:

  • Parque Nacional da Serra da Capivara em São Raimundo Nonato (Piauí)
  • Parque Nacional Sete Cidades (Piauí)
  • Cariris Velhos (Paraíba)
  • Lagoa Santa (Minas Gerais)
  • Rondonópolis (Mato Grosso)
  • Peruaçu (Minas Gerais)

Pinturas Rupestres ou Parietais na Europa

Algumas pinturas rupestres encontradas no continente europeu:

  • Caverna de Les Trois-Frères, França (pinturas rupestres do Paleolítico Superior)
  • Complexo de Cavernas de Lascaux, França (uma das mais conhecidas do mundo e Patrimônio Mundial da UNESCO)
  • Caverna de Altamira, Santander, Espanha (arte rupestre do período Paleolítico Superior)
  • Arte Rupestre do Vale Camonica, Itália (pinturas feitas na Idade do Ferro)

Curiosidade

  • Na pintura rupestre, alguns desenhos sugerem que os povos primitivos possuíam conhecimentos de astronomia.
11 set 2018
Cerrado Brasileiro

Fauna e Flora do Cerrado

O Brasil possui diversos tipos de vegetações e solos, sendo que cada região acaba por ter uma destas como características devido às condições climáticas de cada ponto do país. O cerrado é uma espécie de savana brasileira e esta entre os seis grandes biomas de nosso território. O cerrado possui uma flora bastante vasta e rica, com diversas árvores e plantas que fazem a beleza exótica dos locais que possuem este bioma.

Entre os arvores existentes podemos citar o cactos, bromeliáceas e orquídeas. Vários animais também aparecem pelo cerrado, formando uma fauna bonita de se ver. Muitas espécies de abelhas, vespas, cupins e borboletas estão entre estas espécies, assim como o tamanduá bandeira, a anta, o tatu bola a lontra, a ariranha e muitos outros bichos. A seguir fotos da fauna e da flora do cerrado para você conhecer um pouco melhor:

 

Fonte: culturamix.com

11 set 2018

Os benefícios que a natureza proporciona para sua saúde mental

Por mais que seja difícil de acreditar devido às circunstâncias nas quais o ser humano vive hoje em dia, principalmente nas grandes cidades, a raça humana passou 99% de sua existência em contato direto com a natureza. Levando isso em conta, não é tão complicado entender que o contato com o verde das árvores, com o canto de um pássaro e com um belo pôr do sol, possa aliviar estresse, melhorar o desempenho e o humor, e amenizar e diminuir chances de desenvolvimento de doenças mentais.

Cada vez mais estudos analisam esses benefícios que a natureza proporciona, seja através de vitaminas, de calor ou da simples sensação de liberdade que o contato nos traz, o fato é que os benefícios da natureza para a saúde são muitos.

Em 1984, Robert Ulrich relatou que pacientes de um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, que estavam internados em quartos com vista para árvores, apresentavam uma melhora mais rápida, além de terem melhor humor e necessitarem de menores doses dos remédios. Enquanto isso, pacientes em quartos com janelas voltadas para uma parede de tijolos apresentavam complicações, maior tempo de internação e maior número de reclamações sobre funcionários do hospital. Quase 100 anos antes disso, em 1889, Van Gogh já relatava os benefícios que o contato com a natureza, e retratá-la em pinturas, traziam para sua saúde mental, enquanto internado, voluntariamente, para tratar seu transtorno bipolar.

Entre as vantagens que a natureza proporciona é fácil mencionar:

  • A influência da natureza ajuda a recuperar o cérebro da fadiga causada por trabalho, estudo, etc., melhorando o desempenho e a satisfação;
  • Quando incorporada no design de prédios, propicia calma, inspira ambientes e estimula o aprendizado e a curiosidade;
  • Proporciona um ótimo espaço para atividades físicas, que melhoram o aprendizado, a memória e as funções cognitivas;
  • Atividades ao ar livre podem aliviar sintomas de Alzheimer, demência, estresse e depressão;
  • Contato com a natureza ajuda no desenvolvimento das crianças, encorajando a imaginação, criatividade e a interação social;
  • Diminui sintomas de DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) em crianças, podendo diminuir, também, o uso de remédios.

Na cidade, nosso cérebro é constantemente estimulado. Trânsito, faróis, pedestres, vendedores, tudo isso “gritando” para nosso cérebro, em uma competição pela atenção. Em pouco tempo, ele já está cansado e pode começar a apresentar perda de memória. Um pequeno vislumbre de verde já causa alívio cerebral, dando uma pausa para o cérebro de toda a loucura urbana.

Estudos demonstram que, em ambientes com um mínimo de presença da natureza, não apenas o desempenho, mas o foco na tarefa a ser realizada é maior. Seja essa presença natural ou artificial, ela causa uma reação automática em nosso cérebro, reconhecendo e aceitando esse alívio. Em escritórios sem janelas, as pessoas ficam mais insatisfeitas com seu trabalho, ficam doentes com mais frequência e faltam mais, apresentando alto nível de ansiedade e tensão, caracterizando a síndrome do edifício doente, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Já em lugares com algum elemento verde, os trabalhadores são mais satisfeitos com seu trabalho, mais pacientes e ficam menos doentes. E, em escolas, alunos eu têm aulas em salas com vista para a natureza têm melhores notas e mais foco.

Para crianças, brincar ao ar livre, além de estimular a imaginação e criatividade, ocasiona uma sensação de liberdade, livrando seus cérebros, momentaneamente, dos constantes estímulos da cidade. O mesmo acontece para pessoas com DDA, que, em um ambiente mais natural e aberto, sentem menos pressão e estímulos. Em pacientes com Alzheimer, lugares abertos e com diversidade de plantas, cores, cheiros e disposição, causam situações positivas. O mesmo vale para pacientes com demência e depressão, proporcionando uma distração tranquila.

Com todas esses dados, surge a questão, pode a tecnologia substituir a natureza? Um monitor transmitindo uma paisagem, tem os mesmo efeitos? E uma boa planta de plástico, pode substituir a verdadeira?

Aparentemente, em termos de efeitos no cérebro, a resposta é sim. O monitor vai proporcionar sensação de bem-estar, mas em menor intensidade. O ideal é o contato direto com a natureza, seja ao ar livre ou através de uma janela, seja em campos e florestas ou em parques, praças e jardins. É melhor deixar para usar a tecnologia que imita plantas em ambientes de extremo afastamento da natureza, como submarinos e naves espaciais.

Fonte: Ecycle